terça-feira, 30 de abril de 2013

1º Seminário da Dívida Pública e os Problemas Sociais em Alagoas

O Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais (POLUS) da UFAL Campus Maceió, juntamente com o Sindicato do Fisco de Alagoas (Sindifisco) e o Sindicato dos Bancários de Alagoas, com o apoio do CRESS Al 16ª Região, convida a todos/ as a participarem do I SEMINÁRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E PROBLEMAS SOCIAIS EM ALAGOAS, que será realizado dia 08 de maio, no Espaço Cultural da Ufal, praça Sinimbú.

O objetivo é discutir a dívida pública de nosso estado e a situação de caos administrativo da atual gestão e das anteriores, para entendermos a situação atual. As inscrições são gratuitas e dá direito a certificado. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Venha dizer não à Privatização do HU! Quinta, 20/12, Reitoria da UFAL/Tabuleiro, às 9h

Neste momento de luta em que vemos avançar uma grande ameaça à saúde pública - por meio da privatização do nosso Hospital Universitário - precisamos nos unir, como povo alagoano, para barrarmos a entrega do HU à uma Empresa!

Junte-se à nós para fortalecer nosso grito de NÃO À EBSERH!
Saúde e Educação não são mercadorias!


O Reitor da UFAL convocou sessão extraordinária do Conselho Universitário para deliberar sobre a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), na próxima quinta-feira, dia 20/12, às 9 horas.
O debate sobre a EBSERH estava começando a acontecer na UFAL. Algumas unidades acadêmicas estão discutindo na sua base a posição em relação à EBSERH, já que a decisão do diretor de cada unidade deve respeitar a decisão dos seus colegiados, fazendo valer sua representatividade.
Já decidiram contra a EBSERH: a Faculdade de Serviço Social (FSSO), Faculdade de Medicina (FAMED), Centro de Ciências Agrárias (CECA), Centro de Educação (CEDU), Faculdade de Nutrição (FENUT). Os debates já se iniciaram na Escola de Enfermagem e Farmácia (ESENFAR) e no Centro de Tecnologia (CTEC). Entretanto, preterindo o debate iniciado, sem nenhuma justificativa plausível, o Reitor convoca o CONSUNI às vésperas do recesso natalino.
Dias antes, provocou um pânico no conjunto da sociedade alagoana ao divulgar que o HU fecharia suas portas caso a EBSERH não fosse aprovada, contradizendo o que estava sendo divulgado na página da UFAL desde 21 de novembro: “Em audiência de conciliação, realizada na terça-feira (20/11), o juiz da 10ª Vara do Trabalho da capital, Alonso Filho, homologou acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho e a Universidade Federal de Alagoas. Com a decisão, a Ufal tem prazo até 31 de dezembro de 2013 para afastar todos os trabalhadores contratados sem prévia aprovação em concurso público que prestam serviço no Hospital Universitário...”http://www.ufal.edu.br/noticias/2012/11/justica-concede-novo-prazo-para-ufal-afastar-prestadores-de-servico-do-hu
É chegada a hora de uma grande mobilização para mostrarmos que professores, técnicos e estudantes da UFAL e a sociedade alagoana através dos movimentos sociais, sindicatos, conselhos profissionais da área da saúde e usuários do SUS não querem a EBSERH.

O Conselho Nacional de Saúde e o Conselho Estadual de Saúde de Alagoas já deliberam contrários à EBSERH. Duas Universidades federais rejeitaram em seus Conselhos Universitários a EBSERH: a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Existe uma representação de Ação Direta de Inconstitucionalidade, já assinada pela Vice Procuradora Geral da República, DrªDébora Duprat, contra a Lei 12.550/2011 que cria a EBSERH. Esta lei está eivada de inconstitucionalidades.



Vista uma camiseta preta para demonstrar luto contra a EBSERH e venha participar do Consuni.

 

Vamos dizer não à EBSERH!
 
Está em jogo os rumos das Universidades brasileiras, o projeto de Universidade e de sociedade que defendemos.
AbraSUS e saudações fraternas!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dia Internacional Contra Corrupção


Convite: Dia Internacional Contra a Corrupção

Dia 7 de dezembro, no Auditório Nabuco Lopes (Reitoria da UFAL), Campus A. C. Simões, Maceió/AL
Horário: 8h credenciamento, 9h início da Mesa Redonda

Promoção: Controladoria Geral da União
Apoio: Fórum de Combate a Corrupção (FOCCO)
Grupo de Pesquisa e Extensão Políticas Públicas, Movimentos Sociais e Controle Social.

terça-feira, 28 de agosto de 2012


CONVITE PARA LANÇAMENTO DO OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E LUTAS SOCIAIS DA UFAL
 
Dia 30 de agosto de 2012
Quinta-feira – 8h/12h30min
Local: Auditório do Espaço Cultural da UFAL – Praça Sinimbu Maceió – AL

PROGRAMAÇÃO
8h: Recepção e credenciamento dos participantes.

9h / 10h: Abertura do lançamento do POLUS – Coordenação: Profª Valéria Correia (UFAL)

- Composição da mesa de abertura
- Apresentação do POLUS
- Lançamento dos vídeos “Lutas sociais em Alagoas” (8’) e “Lutas na saúde” (8’)
- Lançamento do “Caderno Lutas Sociais e Controle Social”  10h / 11h: Palestra da Profª Drª Lúcia Maria Wanderley Neves (UFPE/UFF/FIOCRUZ): “Os ataques aos nossos direitos continuam. Como fortalecer nossas lutas?” – Coordenação: Profª Georgia Cêa (UFAL)

11h / 12h: Debate

12h / 12h30 min: Encerramento com música – Sandra Barbosa

Terra do sol, liberdade e ouro há de haver aqui, vamos desbravar. Terra de sal, caminhos de gente berço de manhãs, muita alegria ainda nascerá aqui [...] E olha que esse tempo vem, de uma cor vermelha cor do coração Seremos um só povo um só mutirão Teremos terra e trigo sorrisos e canções[...] E ouça lá companheiro e amigo, não espera, vem, já se toca o sino, já se entoam tantos hinos.
Música “Canto do chão”
de Chico Elpídio, Edson Bezerra e César Rodrigues
  VEJA ABAIXO MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O OBSERVATÓRIO:

OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E LUTAS SOCIAIS
  Após as 10 oficinas nas regiões de saúde Lutas Sociais e Controle Social foi realizado um Encontro Estadual, pelo projeto em questão, que possibilitou o intercâmbio e articulação entre os participantes destas oficinas. Neste Encontro foram apresentados os resultados das mesmas e propostos encaminhamentos para construção do Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais – POLUS, como forma de dar continuidade e fortalecer as articulações iniciadas, o qual será exposto a seguir.
No referido encontro, que contou com a participação dos facilitadores e apoiadores das referidas oficinas e de professores e estudantes de outras unidades acadêmicas, foi divulgada a proposta de organização de um observatório. A partir de então, realizaram-se encontros para discussão e definição da proposta de organização política e de trabalho coletivo, que resultou na elaboração das linhas e eixos do Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais – POLUS, quais sejam: princípios, objetivos, áreas, temas, atividades, unidades acadêmicas e núcleos e grupos de pesquisa integrantes.
Este Observatório surge como um espaço interdisciplinar com capacidade de aglutinar pesquisadores e manter um vínculo orgânico com movimentos sociais e setores engajados na direção de fortalecer as lutas sociais em Alagoas. Seus principais objetivos são contribuir com a organização das lutas sociais dos trabalhadores/as e movimentos sociais de Alagoas e defender o caráter público estatal das políticas sociais, por meio do desenvolvimento de estudos, pesquisas, publicações e atividades de extensão.
Princípios: Valorização das lutas sociais empenhadas pelos/as trabalhadores/as e movimentos sociais de Alagoas; Defesa do caráter público estatal das políticas sociais em Alagoas; Trabalho coletivo e solidariedade no meio acadêmico e compromisso social com os/as trabalhadores/as de Alagoas.
Objetivos:
- Contribuir com a organização das lutas sociais e com a formação e a organização dos/as trabalhadores/as de Alagoas, envolvendo suas entidades representativas e forjando oportunidades de criação de outras entidades, visando ao enfrentamento da dinâmica capitalista.
- Defender o espaço público e o caráter público estatal das políticas sociais, por meio do desenvolvimento de estudos, de pesquisas e de atividades de extensão que explicitem e que denunciem os processos e mecanismos de desqualificação e de mercantilização da política e de privatização do fundo público e dos espaços públicos.
- Conhecer os fundamentos teóricos e as práticas concretas das políticas sociais, identificando suas articulações com a política econômica, seus entes formuladores e os intentos não declarados voltados para a manutenção das forças no poder e/ou fortalecimento político de grupos que atendam mais firmemente aos interesses do capital.
- Conhecer e intervir em espaços de articulação entre os governos e a sociedade civil, visando ao exercício do controle social no campo das políticas sociais.
- Subsidiar as entidades e movimentos sociais com dados, informações e análises que possam contribuir com as lutas empenhadas.
- Subsidiar a formulação de alternativas capazes de qualificar as políticas sociais como estratégia de fortalecimento da esfera pública estatal.
- Contribuir para fortalecer a atuação dos segmentos de trabalhadores e usuários representados nos Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde, de Assistência Social, de Educação, de Direito da Criança e do Adolescente, entre outros, na perspectiva da efetivação dos direitos e do controle social no estado de Alagoas.
- Desenvolver estudos e análises sobre a aplicação dos recursos públicos no estado de Alagoas e nos municípios alagoanos, tornando-os transparentes para o conjunto da população, envolvendo e capacitando os movimentos sociais para o acompanhamento da definição e execução dos mesmos.
- Colaborar na construção de um núcleo da Auditoria da Dívida pública de Alagoas, articulando-o à Auditoria Cidadã da Dívida.
- Articular os órgãos de controle institucional do Estado sob a Administração Pública tais como Controladoria Geral da União (CGU), Ministério Público Federal e Estadual (MPF e MPE/AL), Tribunal de Contas Estadual e da União (TCE/AL e TCU) para a efetivação dos direitos sociais, apuração de irregularidades no uso dos recursos públicos e para o apoio às atividades de controle social exercidas pelos Conselhos de políticas públicas e pelos Fóruns.
- Articular com o Poder Legislativo, Câmara de Vereadores de Maceió e Assembleia Legislativa de Alagoas, e com o Poder Judiciário, juízes e Tribunal de Justiça, quando for necessário apurar irregularidades na administração pública. 
Áreas: Educação, Saúde, Trabalho, Assistência Social, Crianças e adolescentes em situação de risco, Previdência Social, Justiça, Agricultura, Saneamento, Habitação Popular, Meio Ambiente, Financiamento.
 Temas: Lutas Sociais e Hegemonia; Estado e a relação público e privado; Mercantilização e desmonte das políticas sociais; Privatização do fundo público;  Orçamento público; Controle Social; Movimentos sociais.
 Atividades:
- Realização de estudos e de pesquisas sobre temas relacionados à natureza do Observatório e demandados pela realidade e pelos movimentos e entidades sociais de representação dos trabalhadores.
- Divulgação de estudos e de dados em diversos espaços (publicações acadêmicas; eventos; meios de comunicação, especialmente a internet; espaços virtuais de movimentos e entidades sociais).
- Organização e divulgação de dossiês sobre as políticas públicas.
- Produção de vídeos sobre os temas abordados no Observatório.
- Identificação e divulgação de pesquisas realizadas na UFAL cujos resultados e dados possam contribuir com a compreensão das políticas sociais.
- Desenvolvimento de projetos de formação voltados a representantes de movimentos e entidades sociais de representação dos/as trabalhadores/as.
- Atualização do Blog Lutas Sociais AL (http://lutassociaisal.blogspot.com.br), criação de sítio na página da UFAL e outras mídias.
Unidades acadêmicas integrantes do Observatório:
FSSO (Faculdade de Serviço Social); FAMED (Faculdade de Medicina); ESENFAR (Escola de Enfermagem e Farmácia); CEDU (Centro de Educação); FOUFAL (Faculdade de Odontologia); Unidade de Ensino de Palmeira dos Índios/ Campus Arapiraca.
Pretende-se criar núcleos regionais do Observatório junto aos Campi da UFAL: Arapiraca (Unidades de Ensino: Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa) e Sertão (Unidade de Ensino de Santana do Ipanema).
Núcleos e grupos de pesquisa vinculados ao Observatório:
Grupo de Pesquisa e Extensão Políticas Públicas, Controle Social e Movimentos Sociais (PPGSS/FSSO/UFAL); Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Estado, Sociedade e Educação (GP-TESE); Grupo de Pesquisa em Sociologia do Trabalho, Currículo e Formação Humana (GEPSTUFAL); Núcleo de Saúde Pública (NUSP/FAMED/UFAL); Núcleo Temático da Criança e do Adolescente (NUTCAS/ FSSO/UFAL).

 Criado em 2012, o Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais (POLUS) é resultado da articulação de docentes e de acadêmicos da UFAL e de trabalhadores do setor público que atuam em Alagoas.
O POLUS é um espaço acadêmico e político que tem como princípios o compromisso e a valorização das lutas sociais empenhadas pelos/as trabalhadores/as e movimentos sociais de Alagoas, a defesa do caráter público estatal das políticas sociais e a solidariedade acadêmica. Seus principais objetivos são contribuir com a organização das lutas sociais dos trabalhadores/as e movimentos sociais de Alagoas e defender o espaço e o caráter público estatal das políticas sociais, por meio do desenvolvimento de estudos, pesquisas, publicações e atividades de extensão.
Conheça o Blog Lutas Sociais AL

quarta-feira, 18 de julho de 2012

06/07/2012 14h08 - Atualizado em 06/07/2012 14h36 ‘Nós vivemos em uma democracia', diz Dilma sobre protestos

A presidente Dilma Rousseff comentou nesta sexta-feira (6) os protestos de servidores federais que enfrentou em sua passagem pela cidade do Rio de Janeiro. Perguntada sobre se havia visto a manifestação na chegada ao Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio, a presidente respondeu: “Vi querido. Nós vivemos em uma democracia. Vocês querem o quê?”

Na chegada da comitiva da presidente Dilma Rousseff ao Hospital Miguel Couto, em torno de 50 manifestantes dos setores da saúde e do Ensino Superior federais, com faixas e cartazes, cercaram os carros onde estavam as autoridades. Reunidos desde cedo em frente à porta do hospital, eles protestam por melhores condições salariais, de trabalho e pela aprovação dos planos de carreira. Com gritos como “Ô Dilma, a culpa é sua, a nossa greve está na rua” e “Saúde e educação querem negociação”, os manifestantes exigiam ser recebidos pela presidente, que entrou no hospital sem abrir a janela do carro.

Dilma, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, Sérgio Cabral e Eduardo Paes durante inauguração de unidade de saúde (Foto: Bernardo Tabak/ G1 RJ)Dilma, o ministro da saúde, Alexandre Padilha,
Sérgio Cabral e Eduardo Paes durante
inauguração de unidade de saúde
(Foto: Bernardo Tabak/ G1 RJ)
Acompanhada do governador do estado do Rio, Sérgio Cabral, do prefeito da capital, Eduardo Paes, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do senador Marcelo Crivella, do vice-governador Fernando Pezão e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, a presidente Dilma entrou no elevador para iniciar a visita à nova unidade de saúde do município. Entretanto, o elevador não saiu do andar térreo, aparentando estar com defeito, e a comitiva teve que iniciar o passeio subindo as escadas.

A cerimônia de descerramento da placa de inauguração da nova Coordenação de Emergência Regional (CER) não durou mais do que um minuto, sem discurso de qualquer autoridade. Dilma apenas uniu as mãos com Cabral e Paes, aplaudidos pelo ministro. Ao final da cerimônia, Alexandre Padilha comentou o protesto dos servidores federais e disse que a responsabilidade pelos aumentos de salário não é do Ministério da Saúde. “Quem coordena todo o processo de negociação com os servidores federais é o Ministério do Planejamento, que tem mantido conversas com os representantes de várias áreas do governo federal”, afirmou.

Padilha ainda comentou sobre a ressalva feita pela presidente Dilma sobre as manifestações: “O comentário foi o que ela fez para vocês: isso faz parte da democracia. Esse é um governo que respeita a manifestação dos trabalhadores e das organizações sindicais, e isso faz parte do processo de negociação".
Protesto de estudantes
Antes de ir para a inauguração da unidade de saúde, Dilma participou de evento de entrega de casas do programa Minha Casa Minha VIda, na zona norte do Rio. Durante o discurso da presidente no evento, estudantes universitários fizeram protesto para chamar a atenção da presidente para que ela aprove a proposta aprovada na Câmara que destina 10% do PIB para a educação. O governo, no entanto, propõe 8%.


http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/07/nos-vivemos-em-uma-democracia-diz-dilma-sobre-protestos.html

LDO-2013: Garantias e Privilégios para os Juros da Dívida = Arrocho e Insegurança para Gastos Sociais

O Congresso Nacional aprovou hoje a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2013, que prevê a meta de superávit primário (reserva de recursos para o pagamento da dívida) de R$ 155,9 bilhões para a União, Estados e Municípios.

A “economia” forçada de gastos públicos para o cumprimento dessa meta recai unicamente sobre a parte do orçamento referente aos gastos primários, isto é, sobre os gastos e investimentos sociais.

Os gastos com juros da dívida não entram nesse cômputo, pois são classificados como não-primários. Da mesma forma, as receitas não-primárias, especialmente a emissão de novos títulos da dívida, também não entram nesse cômputo.

A consequência dessa fórmula draconiana – imposta pelo FMI ao Brasil desde 1998 – é o arrocho fiscal sobre os gastos sociais, para que cada vez mais recursos públicos sejam destinados ao pagamento de juros da dívida. Trata-se de escandaloso privilégio aos proprietários dos títulos da dívida brasileira – em sua imensa maioria instituições do sistema financeiro nacional e internacional – pois os gastos com os juros são liberados da meta de superávit.

Dessa forma, centenas de bilhões de reais de recursos obtidos com a emissão de novos títulos da dívida e demais fontes não-primárias (tais como o recebimento de juros e amortizações das dívidas de estados e municípios com a União, eventuais lucros do Banco Central, entre outras) só podem ser destinados ao pagamento dos juros, pois se forem destinados a gastos sociais, a meta de superávit primário não seria cumprida.

Por meio dessa fórmula, o privilégio do pagamento de juros da dívida se sobrepõe aos direitos sociais e ao atendimento das urgentes necessidades do povo brasileiro.

O mais grave é que embora a meta anunciada para o Superávit Primário seja de R$ 155,9 bilhões – o que já é um valor elevadíssimo, mais de 3 vezes superior ao gasto anual federal com Educação, por exemplo – o seu efeito alcança quase R$ 1 trilhão, ou seja, cerca da metade do Orçamento Geral da União, na medida em que obriga que receitas não primárias sejam destinadas diretamente para o pagamento da dívida pública.

Por isso, é urgente auditar essa dívida – como manda a Constituição Federal – e destrinchar os malabarismos que têm sido feitos para desviar cada vez mais recursos públicos para o setor financeiro privado.

Salário Mínimo e Aposentadorias

A LDO mantém a política prevista na Lei nº 12.382/2011, segundo a qual o reajuste do salário mínimo será calculado com base na variação da inflação medida pelo INPC, acrescida do índice de crescimento real do PIB de 2 anos atrás.

Para 2013, isto significa um reajuste de 7,36% (o salário mínimo passará de R$ 622 para R$ 667,75 em 1/1/2013), correspondente à inflação (INPC) de 4,5% mais um aumento real equivalente ao crescimento real do PIB de 2011 (2,73%).

Com um aumento real de 2,73% por ano, serão necessários mais 50 anos para que seja atingido o salário mínimo necessário, calculado pelo DIEESE em R$ 2.383,28, e garantido pela Constituição, segundo a qual (art. 7º,IV) é direito “dos trabalhadores urbanos e rurais (…) salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social…”.

A LDO não traz nenhuma previsão de aumento real para as aposentadorias acima do salário mínimo, o que deixa os aposentados totalmente inseguros quanto aos reajustes de seus proventos, que vêm caindo a cada ano.

O eterno argumento para tamanha limitação ao mínimo é que a Previdência Social não disporia de recursos para garantir os benefícios. Porém, é preciso ressaltar que a Previdência é altamente superavitária, sendo que grande parte deste superávit é desviado da Seguridade Social e utilizado pelo governo para a formação do “superávit primário”, por meio da DRU (“Desvinculação das Receitas da União”).

Servidores Públicos

A LDO também não garante reajuste linear para os servidores públicos, que se encontram em fortes mobilizações e greves, pois sequer o reajuste inflacionário tem sido pago nos últimos anos.

O artigo 74-A da LDO prevê que dependerá de lei específica a inclusão de recursos para o reajuste dos servidores:

“Fica autorizada a inclusão de recursos no projeto de lei orçamentária, com vistas ao atendimento do reajuste, a ser definido em lei específica, dos subsídios e da remuneração dos agentes públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e do MPU”.

Esta previsão não significa qualquer garantia de reajuste, considerando que até a Constituição (art. 37, X) prevê que devem ser reajustadas anualmente as remunerações dos servidores e tal dispositivo vem sendo reiteradamente desrespeitado pelo Poder Executivo, já que os salários dos servidores se encontram praticamente congelados.

sábado, 7 de julho de 2012

CES/AL aprova resolução contra implantação da EBSERH no HUPAA/UFAL

Companheiros e Companheiras, tenho a imensa alegria de informar que, agora, na quarta-feira (4), o Conselho Estadual de Saúde de Alagoas aprovou, com apenas duas abstenções, uma Resolução contrária à implantação da EBSERH no HU/UFAL.
Esta é uma vitória parcial, à medida que dar legitimidade para as nossas lutas contra a EBSERH na UFAL e no CONSUNI, visto que o CES/AL é o órgão máximo de controle social e de deliberação sobre a política estadual de saúde.
O HU integra a rede estadual, é hospital de referência estadual em um estado em que 94% da população depende exclusivamente dos serviços públicos de saúde.
Estão de Parabéns os Conselheiros Estaduais!
Estão de parabéns os militantes do Fórum em Defesa do SUS!
O Controle do controle social funcionou.
Vamos reafirmar bem forte que:
“O SUS é Nosso,
Ninguém tira da Gente,
Direito garantido,
Não se compra, Não se vende”
Saúde e Educação não são Mercadorias! 
Saudações fraternas,
Valéria Correia
Veja abaixo a resolução na íntegra.

CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE DE ALAGOAS

Resolução Nº, de 04 de Julho de 2012

O Plenário do Conselho Estadual de Saúde, em sua Reunião Ordinária, realizada no dia 04 de Julho de 2012, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e
considerando que a Lei 12.550/2011 que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) desvincula na prática os Hospitais Universitários das IFES, comprometendo a formação e qualificação dos profissionais de saúde que trabalham na saúde pública, e a produção do conhecimento na área de saúde;
considerando que fere o princípio constitucional de indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão dado que os Hospitais Universitários são unidades acadêmicas;
considerando que é uma afronta ao caráter público dos HUs e à sua característica nata de instituição de ensino vinculada à Universidade, um desrespeito material à autonomia universitária garantida no artigo 207 da Constituição de 1988, e um risco à independência das pesquisas realizadas no âmbito dos HUs;
considerando que estabelece outra relação de trabalho nessas unidades e aprofunda o processo de precarização e reforça o processo de terceirização;
considerando que não atende o Acórdão do TCU em relação a utilização de recursos do SUS de custeio para pagamento de pessoal;
considerando que esta Empresa irá operar na lógica de mercado e portanto, tendo por princípio tão somente o cumprimento de metas, o que é danoso ao processo de busca da qualidade nos serviços públicos de saúde;
considerando o que foi deliberado pela 14ª Conferência Nacional de Saúde, maior instância do controle social no SUS, realizada entre 30 de novembro e 04 de dezembro de 2011: “Rejeitar a criação da Empresa Brasileira de serviços Hospitalares (EBSERH), impedindo a terceirização dos hospitais universitários e de ensino federais” (Relatório da 14ª CNS, Ministério da Saúde, 2012).
Por todas as considerações elencadas o Conselho Estadual de Saúde de Alagoas Delibera que: a atual gestão do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (HUPAA) e da UFAL não deve firmar contrato com a EBSERH, nem ceder a esta Empresa “seus bens e direitos necessários à sua execução”, inclusive seus servidores de cargo efetivo (conforme consta no art. 7º e 13º da Lei 12.550/2011).
Plenário do Conselho Estadual de Saúde de Alagoas